Abertura das Olimpíadas

Hoje, ao sair do trabalho, fui de uma impaciência incomum. Normalmente sou uma motorista controlada, que jamais pressiona os outros motoristas. Mas hoje foi diferente. Eu queria chegar em casa rápido porque a abertura dos Jogos Olímpicos já tinha começado.

Sem TV a cabo, dando graças a Deus por meu marido ir comemorar o Dia do Motociclista com amigos, pedi um sanduíche da lanchonete preferida, preparei rapidamente uma caipirinha e me postei (com notebook e celular no colo) no mesmo lugar de onde assisti – sem ninguém me amolando – todas as vezes que Ayrton Senna foi campeão mundial de Fórmula 1. Minha cama costuma ser a única testemunha de todas as emoções que sinto quando o esporte é o protagonista.

Tudo bem, é super bonitinho ver efeitos especiais, as referências do país sede, etc. e tal. Mas aquilo que me faz refletir é a entrada das delegações. Tantos e tantos atletas, com feições, cores, línguas, cabelos, religiões, orientações sexuais e outras tantas diferenças mas com duas coisas em comum. Todos sorriem e todos tiveram que dar sangue (e o sangue de todos é vermelho) pra chegar ali. Tenho orgulho de cada um deles porque sem ao menos imaginar o que cada um teve que enfrentar, do que teve que abdicar e como se esforçou, sei que cada um tem uma história que, por si só, já merece uma medalha. Gosto de imaginar que essa confraternização e fair play que acontece nesse momento possa fazer parte da história da humanidade todos os dias e, quem sabe, meu neto Breninho possa presenciar isso.

A delegação brasileira se apresenta (sei que foto está péssima, mas foi tirada da tela tv com um celular) e não há como não se emocionar.

Um cavaleiro  (Rodrigo Pessoa) carrega nossa bandeira – meu neto de 1 ano e 2 meses montou pela primeira vez nesse último fim de semana.

Será um sinal?

Esporte… exemplo para o futuro!

Vejo chefes de estado apoiando seus co-cidadãos frente às câmeras e lembro da total falta de apoio dos nossos atletas.

Vou tirando fotos da tv e postando no Facebook junto com minhas emoções e fico surpreendida com os “curtir” e “partilhar” que amigos, filhos e desconhecidos colocam. Todos têm alguma emoção gritante dentro de si nesse momento. Algo que traduz indignação e esperança, misturados com um pouco de humor – coisa de brasileiro.

Vejo delegações muito reduzidas que carregam, com muito orgulho, as esperanças de seu país. E me vem à mente um nadador de um pequeno país que, nadando cachorrinho, terminou a prova depois de muuuuuuuuuuuuuuito tempo dos outros competidores e foi aplaudido pela platéia e seus adversários. Foi um momento de superação e de não decepcionar seus conterrâneos.

Vejo Marina Silva (ex-candidata a presidência do Brasil) carregando a bandeira olímpica – emoção master.

Vejo os juramentos e em especial, o juramento do árbitro me emociona.

A tocha olímpica…

“Sir” Paul MacCartney nos presenteia com Hey Jude.

E que a chama da pira olímpica, mesmo após o término dos jogos, permaneça acesa nos corações daqueles que acreditam que o esporte pode mudar o mundo.

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