Convívio de março de 2012

Aconteceu no Clube Esperia, o convívio de março.

O grande, e bota grande nisso, destaque foi Leandro Prates Oliveira.

Para ele, o troféu de destaque de 2011. Porque consegue reunir todos os quesitos que o Panathlon valoriza.

Soldado da Polícia Militar e herói, esse medalhista de ouro do Pan de Guadalajara nos honrou com suas palavras.

A humildade transborda e dentro de seu coração, a vontade de ajudar aqueles  menos privilegiados que desejam dedicar sua vida ao esporte.

Parabéns! Você ´mais do que merecedor!

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Guadalajara 2011

Essa história começa no Rio de Janeiro, 2007.

Quando a juventude das Américas recebe tão afetuoso convite…

Durante 16 dias a cidade de Guadalajara, México recebeu os maiores atletas do Continente Americano.

Eu não estive lá, mas pude compartilhar desse momento tão especial pelas redes sociais e alguns pela tv.

Mas vi e, por que não dizer, vivi alguns momentos preciosos…

Eu vi, eu vivi, eu senti…

Vi um nipo-brasileiro, vestido ao melhor estilo malandro carioca, adentrar ao estádio carregando nossa bandeira. Seguido por centenas de brasileiros que emocionados caminhavam em busca da realização de um sonho, esse jovem atleta de 42 anos dedicava esse momento tão especial à sua avó.

(foto de Jefferson Bernardes)

Vi a bandeira da Odepa, vi a bandeira com os anéis Olímpicos. Vi o juramento do atleta e vi uma árbitra fazer seu juramento. Senti uma inveja gostosa. Quase uma saudade de algo que não vivi. Vi a pira olímpica ser acesa e um arrepio subiu pela minha espinha. Esse símbolo quase sagrado que ilumina o espírito e torna os homens mais fortes para irem mais longe, mais alto e mais rápido. Conheci um pouco das tradições de um país com tanto a acrescentar nas artes, na gastronomia e principalmente na hospitalidade.

Sofrimentos à parte, cada atleta possui uma história, um drama pessoal, um trilha sinuosa que teve que ser percorrida até esse momento.

É certo que haverão perdedores para que hajam vencedores. Mas não há derrotados onde habita o caráter.

Milhares de páginas teriam que ser escritas para que fosse possível imaginar os sentimentos de pelo menos um atleta que passa pelo Jogos.

A transmissão televisiva deixou muito a desejar, porém as redes sociais supriram grande parte de deficit.

Nada contra o hockey na grama. Mas fazer uma transmissão ao vivo desse esporte numa contenda entre nuestras irmanas argentinas e as americanas em vez do combate que traria a quarta, isto mesmo, QUARTA medalha de ouro panamericana à atleta de karate Lucelia Ribeiro Brose, demonstra a desinformação da Rede Record.

Foi uma pena. O karate, por não participar dos Jogos Olímpicos, tem seu auge nos Jogos Panamericanos. Ficamos sem assitir, mas pude me emocionar muito através das narrativas e imagens enviadas por quem estava lá (obrigada, Caio Marcio e equipe) e que foram postadas no Facebook.

(Comemoração de Lucelia  Ribeiro Brose -tetra-campeã panamericana de karate – com seu marido Douglas Brose medalha de bronze também no karate)

O Brasil conseguiu bons resultados, mas os brasileiros conseguiram resultados fascinantes. Cada um de nossos atletas trouxe em sua bagagem as marcas do que é ser brasileiro – “… verá que um filho teu não foge à luta…” . Eles superaram dramas pessoais, acidentes, falecimentos, roubos, quedas, superaram a expectativa de estar pela primeira vez nos Jogos, ou a certeza de saber que esta era sua última vez. Vieram do interior do interior, vieram com sua própria esperança. Aproveitaram para abraçar, beijar, chorar, gritar. Fossem eles favoritos em suas categorias ou apenas ilustres desconhecidos, aqueles que conseguiram subir ao pódio estremeceram ao ver a Bandeira Brasileira.

Ao final, na cerimônia de encerramento, um brasileiro receberia sua medalha de ouro no centro das atenções. O medalhista de ouro da Mararona! Quase assustado ele talvez nem entendesse o que estava acontecendo. Mas de uma coisa ele sabia: a medalha era dele!

Com os atletas, dirigentes, técnicos e árbitros se confraternizando, a pira panamericana se apagou deixando saudades e na certeza de um reecontro em quatro anos. Mas certamente, ela continuará acesa nos corações daqueles que, de alguma maneira, acreditam no esporte.

Muitas imagens ainda ficarão na memória…  mas a emoção dos brasileiros é o que nos faz continuar acreditando no esporte. Através dessa emoção é que eu vi, vivi e senti ! E que o Canadá nos aguarde!