Londres – o que estamos fazendo?

Minha euforia tem sido uma montanha russa.

Mais do que comemorar nossas vitórias – digo nossas porque compartilho com os atletas brasileiros tanto vitórias como derrotas – estou possessa (queria poder usar outra palavra) e indignada com o que tenho visto, inclusive de repórteres e comentaristas que nunca vivenciaram uma benção chamada ESPORTE. Estes profissionais da notícia, que deveriam ter uma postura mais patriótica enaltecendo a bravura de nossos atletas que enfrentaram tantos obstáculos, parecem querem expor nossos meninos e meninas ao ridículo.

E não estou sozinha nisso. Muitos pensam como eu. Veja abaixo dois significativos posts do Facebook….

– TOMA ESSE TAPA BRASIL !!

“É ridículo as cobranças que recaem sobre os atletas brasileiros especificamente nesse período de Olimpíadas. Ter que ouvir de repórteres, ler em revistas e jornais aquele infeliz comentário de que fulano decepcionou, de que ciclano tem obrigação de ganhar, entre muitos outros comentários do mesmo tipo, é revoltante.

Esquecem que durante os quatro anos que separam uma olimpíada de outra, eles são totalmente esquecidos e lutam com todas as suas for

ças, força essa que deveria ser direcionada apenas para melhorar seu rendimento, para conseguir por exemplo uma inscrição de uma determinada competição, bancar uma passagem aérea para competir, ter uma boa suplementação, ter um equipamento básico, e muitas reticências…….. pois os exemplos do que o atleta brasileiro passa para tentar figurar entre os melhores do mundo são inacreditáveis.Hoje tivemos um exemplo vergonhoso de como nosso país não dá a mínima para qualquer modalidade que não o futebol. Durante prova de ciclismo, na modalidade de contra-relógio, o brasileiro Magno Prado largou com seu uniforme preso por alfinetes pois o zíper estragou e não fechou, dá pra acreditar que um atleta de nível olímpico, o mais alto conhecido, não tem nem se quer um uniforme reserva??? Isso parece piada, mas vindo do Brasil nada é surpresa. Infelizmente tenho que concordar que o Brasil é o país do futebol, isso é mais do que claro, e esse sim é o único esporte que o Brasil tem a obrigação de no mínimo conquistar o 1º lugar, não considero nada menor do que isso aceitável, pois é nele que todo o dinheiro do nosso país é destinado, é nele que estão as grandes “estrelas” multi milionárias que rasgam dinheiro para chutar uma bola. Já que todas as outras modalidades vivem sobre sua sombra, o mínimo que se espera é uma medalha de ouro.

Em uma Olimpíada são distribuídas as seguintes quantidades de medalha por modalidade:
Atletismo 141 medalhas; Natação 102; Ciclismo 63, Tiro 45; Ginástica 42; Boxe 39… Futebol 6. Isso explica algo?

Que infelicidade essa escolha de torrar tudo no futebol, mas já que é assim, a cobrança de todos os verdadeiros atletas deveria ser proibida, os críticos de plantão que ao meu ver não entendem nada de esporte, só de futebol deveriam beijar o chão que eles pisam e serem gratos, pois só o fato desses atletas terem conseguido chegar a uma Olimpíada, por conta própria já é uma conquista muito maior do que qualquer jogador de futebol um dia vai sonhar em conseguir.”

Ass. Rafael Farnezi.
E esse vídeo maravilhoso!
“Perumpouco”… Como é que tudo o que esses atletas já realizaram levando o nome do nosso país foi esquecido num piscar de olhos?
Como, de repente, saíram da posição de heróis para quase bandidos?
Ô memória fraca, caros conterrâneos.
Continuo tendo orgulho de todos eles, que estão lá dando o seu melhor.
Tenho pena desses pseudo-críticos que jamais enfrentaram qualquer tipo de desafio onde o grande objetivo era superar a si próprio.
E lá vamos nós… querendo sediar os dois maiores eventos esportivos do planeta, enquanto um ciclista brasileiro é obrigado a competir com o uniforme cheio de alfinetes por falta de uniforme sobressalente… Lamentável…

Abertura das Olimpíadas

Hoje, ao sair do trabalho, fui de uma impaciência incomum. Normalmente sou uma motorista controlada, que jamais pressiona os outros motoristas. Mas hoje foi diferente. Eu queria chegar em casa rápido porque a abertura dos Jogos Olímpicos já tinha começado.

Sem TV a cabo, dando graças a Deus por meu marido ir comemorar o Dia do Motociclista com amigos, pedi um sanduíche da lanchonete preferida, preparei rapidamente uma caipirinha e me postei (com notebook e celular no colo) no mesmo lugar de onde assisti – sem ninguém me amolando – todas as vezes que Ayrton Senna foi campeão mundial de Fórmula 1. Minha cama costuma ser a única testemunha de todas as emoções que sinto quando o esporte é o protagonista.

Tudo bem, é super bonitinho ver efeitos especiais, as referências do país sede, etc. e tal. Mas aquilo que me faz refletir é a entrada das delegações. Tantos e tantos atletas, com feições, cores, línguas, cabelos, religiões, orientações sexuais e outras tantas diferenças mas com duas coisas em comum. Todos sorriem e todos tiveram que dar sangue (e o sangue de todos é vermelho) pra chegar ali. Tenho orgulho de cada um deles porque sem ao menos imaginar o que cada um teve que enfrentar, do que teve que abdicar e como se esforçou, sei que cada um tem uma história que, por si só, já merece uma medalha. Gosto de imaginar que essa confraternização e fair play que acontece nesse momento possa fazer parte da história da humanidade todos os dias e, quem sabe, meu neto Breninho possa presenciar isso.

A delegação brasileira se apresenta (sei que foto está péssima, mas foi tirada da tela tv com um celular) e não há como não se emocionar.

Um cavaleiro  (Rodrigo Pessoa) carrega nossa bandeira – meu neto de 1 ano e 2 meses montou pela primeira vez nesse último fim de semana.

Será um sinal?

Esporte… exemplo para o futuro!

Vejo chefes de estado apoiando seus co-cidadãos frente às câmeras e lembro da total falta de apoio dos nossos atletas.

Vou tirando fotos da tv e postando no Facebook junto com minhas emoções e fico surpreendida com os “curtir” e “partilhar” que amigos, filhos e desconhecidos colocam. Todos têm alguma emoção gritante dentro de si nesse momento. Algo que traduz indignação e esperança, misturados com um pouco de humor – coisa de brasileiro.

Vejo delegações muito reduzidas que carregam, com muito orgulho, as esperanças de seu país. E me vem à mente um nadador de um pequeno país que, nadando cachorrinho, terminou a prova depois de muuuuuuuuuuuuuuito tempo dos outros competidores e foi aplaudido pela platéia e seus adversários. Foi um momento de superação e de não decepcionar seus conterrâneos.

Vejo Marina Silva (ex-candidata a presidência do Brasil) carregando a bandeira olímpica – emoção master.

Vejo os juramentos e em especial, o juramento do árbitro me emociona.

A tocha olímpica…

“Sir” Paul MacCartney nos presenteia com Hey Jude.

E que a chama da pira olímpica, mesmo após o término dos jogos, permaneça acesa nos corações daqueles que acreditam que o esporte pode mudar o mundo.

Rio 2016

Poucos minutos antes do início de 2016 foi apresentado o logo das Olimpíadas do Rio de 2016.

O evento aconteceu na praia de Copacabana, apresentado pela nossa querida Maurren Maggi ao lado de Daniela Mercury. Uma enorme bandeira foi desfraldada cobrindo aqueles que aguardavam2011 e assistiam o show da virada.

Ao contrário do logo da Copa de 2014, o bom gosto é a nota de fundo. Tridimensional, além de nossas cores, traz a simbologia do abraço e carrega os ideais olímpicos tão exaltados por nós. Parabéns à agênia Tátil!